Parte I
Firmado em
1990 com o objetivo de criar uma ortografia unificada para o português, a ser
usada por todos os países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa)
Data: 16 de
dezembro de 1990. Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004.
Entre
as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras,
com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do
idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do
vocábulo oficial.
Veja
outras mudanças:
Pode
ser usado apenas em nomes próprios.
Os acentos diferenciais também deixaram de existir e eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.
O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.
O acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes "éi" e "ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.
O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).
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